As Gralhas
por
José Antunes Ribeiro
(texto a incluir em breve na Revista O Voo da Coruja)
fevereiro, 2026
Há várias espécies de gralhas. Pássaros, tagarelas, erros tipográficos. Já perceberam que hoje estou mais preocupado com os erros de composição, pelos quais assumo a minha quota parte de responsabilidade devido ao atraso crónico no envio das minhas crónicas. Provavelmente a letra também não ajuda muito.
A minha preocupação com o tema não é excessiva, excepto nos casos em que há alteração grave de sentido como aconteceu na crónica de há quinze dias em que me são assacadas intenções de facturar textos meus a críticos académicos ou académicos críticos!
A verdade é que nunca tive muito jeito para facturar e estas coisas não se aprendem assim de um dia para outro. E se é verdade que podemos facultar a facturação, também sabemos que é impossível facturar a "facultação"!
Dizia eu que iria facultar os meus papéis aos críticos académicos e aos académicos críticos. Ponto final.
Destas gralhas todos sabemos o incómodo que causam, pois não há jornal , revista ou livro onde não se insinuem. Algumas leves, outras pesadíssimas. Recordo aqui uma de caixão à cova: um conhecido diário de grande expansão nacional anunciava em caixa alta esses agradáveis COLCHÕES DE MOLAS e eis senão quando o compositor, distraído ou malandreco, resolve ignorar o segundo C do COLCHÃO. Foi quase um desastre nacional... Mas também por aí não veio grande mal ao mundo. Sem os ditos não há nada a fazer! Para que saibam!
O grande escritor D. Francisco Manuel de Melo, já no século XVII, mais sábio e avisado nesta matéria, nos prevenia:
" Da infelicidade da composição,
erros da escritura.
e outras imperfeições da estampa,
não há que dizer-vos;
vós as vedes, vós as castigais".
E pronto. Não há nada mais a acrescentar. Vós as vedes, vós as castigai!
A verdade é que nunca tive muito jeito para facturar e estas coisas não se aprendem assim de um dia para outro. E se é verdade que podemos facultar a facturação, também sabemos que é impossível facturar a "facultação"!
Dizia eu que iria facultar os meus papéis aos críticos académicos e aos académicos críticos. Ponto final.
Destas gralhas todos sabemos o incómodo que causam, pois não há jornal , revista ou livro onde não se insinuem. Algumas leves, outras pesadíssimas. Recordo aqui uma de caixão à cova: um conhecido diário de grande expansão nacional anunciava em caixa alta esses agradáveis COLCHÕES DE MOLAS e eis senão quando o compositor, distraído ou malandreco, resolve ignorar o segundo C do COLCHÃO. Foi quase um desastre nacional... Mas também por aí não veio grande mal ao mundo. Sem os ditos não há nada a fazer! Para que saibam!
O grande escritor D. Francisco Manuel de Melo, já no século XVII, mais sábio e avisado nesta matéria, nos prevenia:
" Da infelicidade da composição,
erros da escritura.
e outras imperfeições da estampa,
não há que dizer-vos;
vós as vedes, vós as castigais".
E pronto. Não há nada mais a acrescentar. Vós as vedes, vós as castigai!
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